Nada
nunca
ninguém
nesta vida;
naquela outra
não.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Num dia de chuva
Quem és tu homem da rua
que no meio da chuva me acenas
e interrogas os meus sentimentos
enquanto a chuva te lava o rosto?
Serás tu o Cristo ou o anti-cristo,
o Louco da Cruz ou o pérfido maligno,
o que me persegue ou o que brota de mim
que apenas, eu como tu, existo?
Deixa-me ficar contigo nessa chuva
em que tu, desconhecido, te encontras
comigo e, deste encontro, abre o sol
que nesta existência aclara à luz
e então nem eu sou Cristo
nem tu o tal anti-cristo
Sou eu, és tu, nós loucos e pérfidos
ora por amor, ora por maldade,
a abraçar o mundo que nos cerca.
que no meio da chuva me acenas
e interrogas os meus sentimentos
enquanto a chuva te lava o rosto?
Serás tu o Cristo ou o anti-cristo,
o Louco da Cruz ou o pérfido maligno,
o que me persegue ou o que brota de mim
que apenas, eu como tu, existo?
Deixa-me ficar contigo nessa chuva
em que tu, desconhecido, te encontras
comigo e, deste encontro, abre o sol
que nesta existência aclara à luz
e então nem eu sou Cristo
nem tu o tal anti-cristo
Sou eu, és tu, nós loucos e pérfidos
ora por amor, ora por maldade,
a abraçar o mundo que nos cerca.
domingo, 13 de julho de 2008
Porquê [2], ou nunca calar
Porque não falas comigo,
o meu olhar é de dor,
a minha canção de amor,
e o meu silêncio magoado...
Fico mudo, calado.
Antes ria e cantando dançava,
agora fico sossegado,
perguntaram-me já até se não sonhava...
Sonho, sonho... a dormir,
quem sabe se até mesmo acordado.
Nem sempre a sorrir,
também nem sempre magoado...
Sonhe como sonhar, viva como viver,
o meu olhar sempre há-de ser
um reverso do que ousar,
ou antes, do que nunca calar...
o meu olhar é de dor,
a minha canção de amor,
e o meu silêncio magoado...
Fico mudo, calado.
Antes ria e cantando dançava,
agora fico sossegado,
perguntaram-me já até se não sonhava...
Sonho, sonho... a dormir,
quem sabe se até mesmo acordado.
Nem sempre a sorrir,
também nem sempre magoado...
Sonhe como sonhar, viva como viver,
o meu olhar sempre há-de ser
um reverso do que ousar,
ou antes, do que nunca calar...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Lua
A luz da lua iluminou o meu caminho,
quando de noite regressava, sozinho,
e despertou-me de um sonho,
em que eu acordara risonho:
Naquela torre, quase junto às estrelas,
olhei a selénica guarda, na penumbra
de uma noite, das mais belas,
onde o sol brilhava de escuridão...
Mas eu não estava sozinho,
iluminava a noite aquela luz
cadente sobre nós, como qualquer estrela,
a fazer do meu olhar um reverso.
quando de noite regressava, sozinho,
e despertou-me de um sonho,
em que eu acordara risonho:
Naquela torre, quase junto às estrelas,
olhei a selénica guarda, na penumbra
de uma noite, das mais belas,
onde o sol brilhava de escuridão...
Mas eu não estava sozinho,
iluminava a noite aquela luz
cadente sobre nós, como qualquer estrela,
a fazer do meu olhar um reverso.
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
outro olhar... e a mesma vontade de sonhar
Vale a pena esperar
quem sabe porquê...
um simples olhar,
de um respirar que vê
como se fosse acolher
todos os sonhos do mundo
e os fizesse reviver
até mesmo ao mais profundo.
Cá dentro é isto:
a certeza de respirar
- mera prova de que existo -
e a vontade de sonhar.
(22-11-07)
quem sabe porquê...
um simples olhar,
de um respirar que vê
como se fosse acolher
todos os sonhos do mundo
e os fizesse reviver
até mesmo ao mais profundo.
Cá dentro é isto:
a certeza de respirar
- mera prova de que existo -
e a vontade de sonhar.
(22-11-07)
terça-feira, 1 de abril de 2008
B
Deixei de olhar, mas não de sonhar
deixei de te procurar, não de te amar.
Continuo a escrever assim cada verso
contigo no meu reverso.
Olho-te de novo, bem dentro de mim,
como torrente sem fim, num rio a correr,
em que a água não serve para levar
e o desassossego vem de novo trazer.
Podiamos nadar, talvez navegar,
ou é melhor que naufragues, e eu,
que nem sequer sei nadar,
fique na margem, perto do teu céu.
deixei de te procurar, não de te amar.
Continuo a escrever assim cada verso
contigo no meu reverso.
Olho-te de novo, bem dentro de mim,
como torrente sem fim, num rio a correr,
em que a água não serve para levar
e o desassossego vem de novo trazer.
Podiamos nadar, talvez navegar,
ou é melhor que naufragues, e eu,
que nem sequer sei nadar,
fique na margem, perto do teu céu.
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