Porque não falas comigo,
o meu olhar é de dor,
a minha canção de amor,
e o meu silêncio magoado...
Fico mudo, calado.
Antes ria e cantando dançava,
agora fico sossegado,
perguntaram-me já até se não sonhava...
Sonho, sonho... a dormir,
quem sabe se até mesmo acordado.
Nem sempre a sorrir,
também nem sempre magoado...
Sonhe como sonhar, viva como viver,
o meu olhar sempre há-de ser
um reverso do que ousar,
ou antes, do que nunca calar...
domingo, 13 de julho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Lua
A luz da lua iluminou o meu caminho,
quando de noite regressava, sozinho,
e despertou-me de um sonho,
em que eu acordara risonho:
Naquela torre, quase junto às estrelas,
olhei a selénica guarda, na penumbra
de uma noite, das mais belas,
onde o sol brilhava de escuridão...
Mas eu não estava sozinho,
iluminava a noite aquela luz
cadente sobre nós, como qualquer estrela,
a fazer do meu olhar um reverso.
quando de noite regressava, sozinho,
e despertou-me de um sonho,
em que eu acordara risonho:
Naquela torre, quase junto às estrelas,
olhei a selénica guarda, na penumbra
de uma noite, das mais belas,
onde o sol brilhava de escuridão...
Mas eu não estava sozinho,
iluminava a noite aquela luz
cadente sobre nós, como qualquer estrela,
a fazer do meu olhar um reverso.
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
outro olhar... e a mesma vontade de sonhar
Vale a pena esperar
quem sabe porquê...
um simples olhar,
de um respirar que vê
como se fosse acolher
todos os sonhos do mundo
e os fizesse reviver
até mesmo ao mais profundo.
Cá dentro é isto:
a certeza de respirar
- mera prova de que existo -
e a vontade de sonhar.
(22-11-07)
quem sabe porquê...
um simples olhar,
de um respirar que vê
como se fosse acolher
todos os sonhos do mundo
e os fizesse reviver
até mesmo ao mais profundo.
Cá dentro é isto:
a certeza de respirar
- mera prova de que existo -
e a vontade de sonhar.
(22-11-07)
terça-feira, 1 de abril de 2008
B
Deixei de olhar, mas não de sonhar
deixei de te procurar, não de te amar.
Continuo a escrever assim cada verso
contigo no meu reverso.
Olho-te de novo, bem dentro de mim,
como torrente sem fim, num rio a correr,
em que a água não serve para levar
e o desassossego vem de novo trazer.
Podiamos nadar, talvez navegar,
ou é melhor que naufragues, e eu,
que nem sequer sei nadar,
fique na margem, perto do teu céu.
deixei de te procurar, não de te amar.
Continuo a escrever assim cada verso
contigo no meu reverso.
Olho-te de novo, bem dentro de mim,
como torrente sem fim, num rio a correr,
em que a água não serve para levar
e o desassossego vem de novo trazer.
Podiamos nadar, talvez navegar,
ou é melhor que naufragues, e eu,
que nem sequer sei nadar,
fique na margem, perto do teu céu.
sexta-feira, 7 de março de 2008
A

Guardei comigo a tua mão,
a mesma que um dia me abraça,
e no outro me diz que não,
aquela mesma - à qual eu acho graça.
Podia falar de amor, cantar...
- quem sabe se o consigo escrever -
mas não... fico só a sonhar
com o momento em que te hei-de ver.
Aí também tu me verás,
amada minha, negra flor,
e de contemplar haverás,
o suave perfume do nosso amor.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Porquê
Porque as horas são longas...
Porque os olhares são muitos,
os pensamentos infindos,
e as horas tantas vezes mortas...
E nessa vida oculta,
de suspiros renegados,
de sentimentos calados,
e outros assim terminados
escrevo, em linhas desiguais,
quantos suspiros e ais
servem para marcar este ritmo, de olhares
em verso, ocultanto o meu reverso.
Porque os olhares são muitos,
os pensamentos infindos,
e as horas tantas vezes mortas...
E nessa vida oculta,
de suspiros renegados,
de sentimentos calados,
e outros assim terminados
escrevo, em linhas desiguais,
quantos suspiros e ais
servem para marcar este ritmo, de olhares
em verso, ocultanto o meu reverso.
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